Archive for the ‘5. Consumir melhor’ Category

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Detergentes amigos do ambiente

25/03/2010

Dica enviada por um participante 10:10:
“acabei de experimentar uma marca «ecover», disponível nas grandes superfícies e que é amiga do ambiente, biodegradável e não poluente. Há um produto específico para cada caso (máq roupa e louça, amaciador,lava-tudo, wc) e estou muito satisfeita devido à boa qualidade.
Já agora, e a nível dos detergentes em geral, sugiro que usem somente metade das doses recomendadas (por ex: meia pastilha na máq louça). Fico tudo bem lavado na mesma e ao reduzir o gasto para metade, poupa-se o ambiente e muito dinheiro!”

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Prefere produtos biológicos

05/03/2010

Prefere produtos biológicos, livres de pesticidas e adubos químicos: frutas, legumes, lacticínios, vinhos, enchidos.
Basta procurar o selo “Agricultura Biológica” ou “Protecção Integrada“.

Mas não te deixes enganar pelo rótulo biológico: não estragues tudo comprando produtos só porque são biológicos, esquecendo de onde vêem. Produtos biológicos estrangeiros podem ter custado cinco vezes mais emissões que os produtos locais, devido ao seu transporte até nós.

Ou seja: tenta escolher biológico e local ao mesmo tempo. Com algum cuidado, verás que é possível.

Conheces bons sítios/mercados onde se possa encontrar bons produtos biológicos? Conta-nos deixando um comentário.

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Sê um consumidor inteligente

05/03/2010

Menos coisas produzidas e consumidas = menos emissões = menos mal para o clima.
Por isso compra coisas de alta qualidade que durem, repara coisas estragadas em vez de as deitares fora.
Compra e vende coisas em segunda-mão ou pede emprestado aos teus vizinhos e amigos.

Queremos completar esta dica.
Conheces algumas lojas que aceitem/vendam coisas em 2ª mão? Conta-nos adicionando um comentário a esta dica.
Lembras-te de alguns exemplos claros de produtos que normalmente compramos/consumimos apesar de haver uma alternativa muito melhor e durável? Conta-nos adicionando um comentário a esta dica.

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Rolhas de cortiça, vinho bom

27/02/2010

Na compra de vinho, escolhe garrafas com rolha de cortiça.

Há hoje alguma discussão sobre qual alternativa é melhor para um bom vinho, mas não há dúvidas sobre os seguintes factos:
– a qualidade de uma rolha de cortiça de qualidade é superior à de uma cápsula de alumínio;
– o fabrico de rolhas de cortiça emite quatro vezes menos CO2 para a atmosfera do que a produção de cápsulas de alumínio;
– a cortiça, durante o seu crescimento no sobreiro, absorve CO2; estima-se que o montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu, absorve por ano 4,8 milhões de toneladas de CO2;
– a cortiça é muito menos nociva para o ambiente e pode ser reutilizada para, por exemplo, isolamentos de construção que substituem e se tornam mais competitivos em relação aos seus equivalentes sintéticos menos amigos do ambiente;

Mais informações aqui.

Mais: há um projecto de reciclagem de rolhas chamado Green Cork, que usa o dinheiro ganho da reutilização das rolhas recolhidas para plantar árvores em Portugal. Podes entregar as rolhas em qualquer Continente ou Dolce Vita.

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Diz não aos produtos embalados em excesso

27/02/2010

Evita produtos embalados em excesso: representam uma quantidade maior de resíduos, por vezes de difícil reciclagem, e a embalagem pode chegar a pesar 20% no preço final.

Se puderes optar, evita esses produtos. Por exemplo, quando comprares frescos (fruta, vegetais, carne, peixe) opta por aqueles que vêm embalados em sacos de plástico ou papel finos, em vez daqueles embalados em caixas de plástico grosso.

Se estiveres a escolher entre o mesmo produto oferecido por duas ou mais marcas, escolhe o menos embalado. Assim estás a dar às outras marcas um sinal de que se deviam preocupar mais com o ambiente.

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Compra produtos locais e da época

27/02/2010

A fruta vinda da Nova Zelândia implica cinco vezes mais emissões de gases de efeito de estufa que a produzida em Portugal. Não admira, basta pensar no transporte que é necessário. E não te deixes enganar: nenhum fresco aguenta uma viagem tão longa sem ser congelado ou levar algum conservante artificial.

Muita da fruta e vegetais estrangeiros que se encontram à venda também são produzidos em Portugal, e quase sempre de qualidade superior. Claro que não podes queres comprar cerejas portuguesas a qualquer altura do ano, mas qual é o mal em esperar uns meses até à época das cerejas?

Quando comprares, prefere produtos nacionais da época.

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Prefere água da torneira a água engarrafada

26/02/2010

Prefere água da torneira a água engarrafada.

No restaurante, se te apetece beber água, não te sintas intimidada/o e pede um jarro ou copo de água da torneira.

Segundo um relatório da World Wide Fund for Nature de 2001, cerca de 1,5 milhões de toneladas de plástico são usadas para engarrafar cerca de 89 mil milhões de litros de água anualmente. E como fardo para o ambiente acresce a isto, naturalmente, a energia gasta na produção e no transporte destas garrafas.

A reutilização das garrafas de água é preconizada por muitos como uma alternativa ambientalmente positiva, mas, na realidade, à medida que as garrafas envelhecem aumenta a libertação de ftalato, um composto químico que torna o plástico mais flexível e, eventualmente, deletério para a saúde.

A criação de unidades locais de engarrafamento de água para minimizar os custos energéticos do transporte parece ser uma opção ambientalmente razoável, mas documentou-se já que isso prejudica a qualidade final da água.

A água da torneira é comparativamente mais barata do que a água engarrafada, e, num estudo realizado pela cadeia televisiva Showtime em 1999, 75% dos residentes nova-iorquinos preferiram a água da torneira à água engarrafada em prova cega.

As empresas municipais de distribuição de água são obrigadas por lei a proceder a controlos de qualidade, de nível químico e microbiológico, com maior frequência do que as empresas que engarrafam água, estando estas até livres de testarem a sua água para a presença do Cryptosporidium, um dos agentes microbiológicos veiculado na água responsáveis por vários surtos de doença intestinal em diversos locais do planeta.

Segundo o relatório anual de 2008 da EPAL referente à qualidade da água para consumo humano, das 1256 amostragens realizadas nas torneiras de habitações da cidade de Lisboa, em 99.89% cumpria-se os valores paramétricos globais determinados na lei nacional da qualidade da água para consumo humano.

Ainda assim, nem a água da torneira está livre de ser contaminada por determinados químicos ou microrganismos. Recentemente tem recebido maior atenção a utilização de filtros para a água municipal, aparentemente capazes até de remover o Cryptosporidium, sem necessitarem de quantidade significativa de energia para funcionarem, e com um preço final bem mais económico do que a água engarrafada. Talvez uma solução a merecer uma reflexão mais séria.