Archive for the ‘6. Menos lixo, reciclar mais’ Category

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Não deites óleo da cozinha pelo ralo

01/03/2010

O óleo de cozinha, desde o óleo que sobra das frituras àquele que escorremos das latas de atum, nada tem de inocente. Segundo a APA, um litro de óleo doméstico deitado no ralo da banca da cozinha chega a contaminar, de uma só vez, um milhão de litros de água.
Mais: quando os óleos são deitados pelo ralo e acabam na conduta do prédio, a acumulação de gorduras causa problemas nas próprias instalações dos edifícios. E quando entram nas estações de tratamento de águas residuais são mais um resíduo que tem de ser removido, o que acrescenta despesa no tratamento suplementar.
Finalmente, quando chegam aos rios, não deixam de ser um produto que não é natural. Apesar de não ser um produto perigoso como o óleo das oficinas, aumenta a carga orgânica de tal forma que leva à falta de oxigénio para a vida aquática.

Por isso:

Não deites óleos de cozinha pelo ralo. Reserva uma garrafa ou garrafão de plástico antigo para, com um funil, recolheres todo o óleo que sobra de frituras, de conservas em lata, etc.
– Quando a garrafa estiver cheia, procura um oleão perto de tua casa, onde poderás deitar a tua garrafa para que o óleo seja reciclado.
Também podes deixar a garrafa num dos milhares de restaurantes/cafés em todo o país que recebem óleo para reciclar. Certamente haverá um perto de ti. Vê a lista de restaurantes aderentes aqui.
– No caso remoto de não teres nenhum ponto de recolha perto de casa, deita a garrafa no caixote do lixo (indiferenciado) da tua cozinha. Desta forma não reciclas o óleo, mas pelo menos não o atiras para as condutas que no final irão chegar aos rios. Poupas assim problemas de entupimentos na tua casa/prédio e poluis menos a água dos rios.

um oleão

fonte: Público/Quercus

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Rolhas de cortiça, vinho bom

27/02/2010

Na compra de vinho, escolhe garrafas com rolha de cortiça.

Há hoje alguma discussão sobre qual alternativa é melhor para um bom vinho, mas não há dúvidas sobre os seguintes factos:
– a qualidade de uma rolha de cortiça de qualidade é superior à de uma cápsula de alumínio;
– o fabrico de rolhas de cortiça emite quatro vezes menos CO2 para a atmosfera do que a produção de cápsulas de alumínio;
– a cortiça, durante o seu crescimento no sobreiro, absorve CO2; estima-se que o montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu, absorve por ano 4,8 milhões de toneladas de CO2;
– a cortiça é muito menos nociva para o ambiente e pode ser reutilizada para, por exemplo, isolamentos de construção que substituem e se tornam mais competitivos em relação aos seus equivalentes sintéticos menos amigos do ambiente;

Mais informações aqui.

Mais: há um projecto de reciclagem de rolhas chamado Green Cork, que usa o dinheiro ganho da reutilização das rolhas recolhidas para plantar árvores em Portugal. Podes entregar as rolhas em qualquer Continente ou Dolce Vita.

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Diz não aos produtos embalados em excesso

27/02/2010

Evita produtos embalados em excesso: representam uma quantidade maior de resíduos, por vezes de difícil reciclagem, e a embalagem pode chegar a pesar 20% no preço final.

Se puderes optar, evita esses produtos. Por exemplo, quando comprares frescos (fruta, vegetais, carne, peixe) opta por aqueles que vêm embalados em sacos de plástico ou papel finos, em vez daqueles embalados em caixas de plástico grosso.

Se estiveres a escolher entre o mesmo produto oferecido por duas ou mais marcas, escolhe o menos embalado. Assim estás a dar às outras marcas um sinal de que se deviam preocupar mais com o ambiente.

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Menos sacos de plástico

27/02/2010

Muitos dos sacos de plástico que usamos são, na verdade, desnecessários. Sem pensarmos muito nisso, acumulamos toneladas de sacos de plástico ao longo de um ano, o que tem um impacto ambiental enorme.
Não te deixes enganar: mesmo os sacos de plástico que alguns supermercados anunciam como biodegradáveis podem levar mais de 200 anos a biodegradar-se, além de que custaram energia e petróleo a produzir.
Mesmo se os colocares no ecoponto amarelo, muitos não são reciclados, porque a sua reciclagem é cara e consome muita energia.

Por isso a melhor solução é mesmo usar o mínimo de sacos de plástico possível.

Alguns bons truques para conseguir esse objectivo de forma fácil:

– Quando fores ao supermercado ou mercearia, leva sacos de casa. De preferência laváveis e duráveis (por exemplo, de pano). A tua mochila ou carteira também servem para levar algumas compras.

– Se por acaso na altura não tiveres saco ou mochila, pensa bem quantos sacos precisas. Se for pouca coisa, podes mesmo transportá-la na mão, sem qualquer saco. Quando o empregado pegar em vários sacos de plástico para ti, diz-lhe sem vergonha, que não precisas. Nem sempre é fácil sair da timidez quando o empregado já tem o saco de plástico na mão, mas aqui estão algumas frases que resultam sempre bem:
“Não preciso, obrigado. Depois não sei o que fazer a esse saco.”
“Não, obrigado. Escusa de gastar sacos.”
“Não preciso, obrigado. Moro já aqui, posso levar na mão.”

Envia-nos comentários com mais frases úteis para declinar um saco de plástico!

– Não uses sacos para coisas que já estão embaladas por natureza. Por exemplo, um cacho de bananas, uma laranja ou uma abóbora não precisam de saco de plástico para serem pesados e comprados. Pensa nisso.

– Mesmo com os truques acima, por vezes tens mesmo de trazer sacos de plástico para casa. Não os recicles no ecoponto amarelo (e deitar no lixo está fora de questão). Em vez disso, guarda-os numa gaveta porque podes reutilizá-los. Por exemplo, como sacos do lixo (quer lixo comum, quer lixo de reciclagem).

Conheces mais bons truques? Partilha-os com um comentário.

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Prefere água da torneira a água engarrafada

26/02/2010

Prefere água da torneira a água engarrafada.

No restaurante, se te apetece beber água, não te sintas intimidada/o e pede um jarro ou copo de água da torneira.

Segundo um relatório da World Wide Fund for Nature de 2001, cerca de 1,5 milhões de toneladas de plástico são usadas para engarrafar cerca de 89 mil milhões de litros de água anualmente. E como fardo para o ambiente acresce a isto, naturalmente, a energia gasta na produção e no transporte destas garrafas.

A reutilização das garrafas de água é preconizada por muitos como uma alternativa ambientalmente positiva, mas, na realidade, à medida que as garrafas envelhecem aumenta a libertação de ftalato, um composto químico que torna o plástico mais flexível e, eventualmente, deletério para a saúde.

A criação de unidades locais de engarrafamento de água para minimizar os custos energéticos do transporte parece ser uma opção ambientalmente razoável, mas documentou-se já que isso prejudica a qualidade final da água.

A água da torneira é comparativamente mais barata do que a água engarrafada, e, num estudo realizado pela cadeia televisiva Showtime em 1999, 75% dos residentes nova-iorquinos preferiram a água da torneira à água engarrafada em prova cega.

As empresas municipais de distribuição de água são obrigadas por lei a proceder a controlos de qualidade, de nível químico e microbiológico, com maior frequência do que as empresas que engarrafam água, estando estas até livres de testarem a sua água para a presença do Cryptosporidium, um dos agentes microbiológicos veiculado na água responsáveis por vários surtos de doença intestinal em diversos locais do planeta.

Segundo o relatório anual de 2008 da EPAL referente à qualidade da água para consumo humano, das 1256 amostragens realizadas nas torneiras de habitações da cidade de Lisboa, em 99.89% cumpria-se os valores paramétricos globais determinados na lei nacional da qualidade da água para consumo humano.

Ainda assim, nem a água da torneira está livre de ser contaminada por determinados químicos ou microrganismos. Recentemente tem recebido maior atenção a utilização de filtros para a água municipal, aparentemente capazes até de remover o Cryptosporidium, sem necessitarem de quantidade significativa de energia para funcionarem, e com um preço final bem mais económico do que a água engarrafada. Talvez uma solução a merecer uma reflexão mais séria.

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O que reciclar em Lisboa

26/02/2010

Plástico e metal: Eco-pontos amarelos (um pouco por todo o concelho).
Recebem: Garrafas, garrafões e frascos de:  água, sumos e refrigerantes, vinagre, óleos alimentares, detergentes ( incluindo lixívia),  produtos de higiene ( shampô, cremes), óleo de motor, Sacos de plástico, Sacos de ráfia (batatas e cebolas), Filme plástico, Esferovite, Pacotes de leite e bebidas (ECAL – embalagens de cartão para alimentos líquidos ), Embalagens de Iogurtes sólidos e líquidos, Embalagens de manteiga e margarinas, Embalagens de batatas fritas e aperitivos, Bisnagas de mostarda, ketchup, Copos de plástico, Tampas de plástico, Vasos, latas de bebidas, latas de conserva, caricas, tabuleiros de alumínio, aerossóis vazios, Tampas metálicas, Tubos de pasta de dentes.
Não depositar: Garrafões de combustível, Baldes, Cassetes de vídeo, CD’s e DVD’s, Canetas, Cabides, Rolhas de cortiça, Talheres de plástico, Electrodomésticos, Pilhas e baterias, Objectos que não sejam embalagens, por ex.: tachos e panelas, talheres, ferramentas, etc.

Papel: Eco-pontos azuis (um pouco por todo o concelho).
Recebem: embalagens de cartão, por ex.: caixas de cereais; bolachas, etc, sacos de papel, papel de embrulho, jornais e revistas, papel de escrita, papel de impressão, caixas de cartão de ovos, envelopes (não é preciso tirar janela)
Não depositar: embalagens de cartão com gordura, por ex.: pacotes de batatas fritas, caixas de pizza, sacos de cimento
embalagens de produtos químicos, papel de alumínio, papel autocolante, papel de cozinha, guardanapos e lenços de papel sujos, toalhetes e fraldas, papel plastificado.

Vidro: Eco-pontos verdes (um pouco por todo o concelho).
Recebem: Garrafas (bebidas, azeite), Garrafões, Frascos, Boiões sem tampa
Não depositar: Loiças e cerâmicas (pratos, copos, chávenas, jarras, cristais.), Materiais de construção civil, Janelas, vidraças, espelhos, etc., Frascos de Perfume, Lâmpadas.

Rolhas de cortiça: http://greencork.wordpress.com/ locais de recolha: continente, dolce vita, escuteiros CNE, núcleos da quercus.

Medicamentos/produtos de cosmética fora do prazohttp://www.valormed.pt/ várias farmácias em todo o território nacional

Equipamentos eléctricos e electrónicos: Pontos electrão. Consulta a lista dos locais de recolha (que são centros comerciais, estações galp etc) aqui: http://www.amb3e.pt/

Cápsulas nespresso/delta: Entregar cápsulas nas lojas nespresso e delta.


Ajudem-nos a completar esta lista, enviando mais informação por email.
Enviem-nos também listas de reciclagem noutros pontos do país.